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"PlayStation Plus é uma droga" e a insatisfação do consumidor brasileiro

“Vou trocar pro Xbox One”, “A Plus já foi melhor no PS3”, “Sony tá nem aí pro consumidor. Mercenários!” e outras frases do gênero populam as redes sociais e comentários em artigos e vídeos pela web que discutem as novidades para assinantes do serviço premium para usuários dos consoles PlayStation (PlayStation 3, PlayStation Portable, PlayStation Vita e PlayStation 4). A revolta expressa nas opiniões de tantos usuários se deve exclusivamente a uma parte do serviço prestado pela marca: jogos gratuitos.

PlayStation Plus logo

Para entender melhor esta questão e poder discuti-la é preciso analisar a história do serviço. Em junho de 2010 a Sony lançou seu serviço PS Plus para usuários da PSN (PlayStation Network, ativa desde novembro de 2006) como um serviço premium que requeria assinatura anual de USD49,99 e oferecia descontos em jogos digitais entre 20% e 50%, acesso a versões beta ou demonstrações de jogos, armazenamento de dados de jogos na nuvem (memory card virtual) e jogos gratuitos escolhidos entre clássicos das gerações anteriores, jogos de produtoras independentes e, mais tarde, alguns jogos chamados Triple A (AAA), ou seja, grandes sucessos de vendas de anos anteriores.

Com uma base de mais de 21 milhões de assinantes ativos (março de 2016), a PS Plus sofreu mudanças após o lançamento do PlayStation 4 para além do preço (atualmente R$129,99/ano). Agora a assinatura é requerida para que o usuário possa jogar on-line através da PSN com serviços de voz incluso, além de integração com redes sociais como Facebook e YouTube para compartilhamento de imagens e gravação de vídeos diretamente do console, além disso, armazenamento em nuvem de até 10GB de dados salvos, os descontos em jogos podem chegar agora a 80% e ainda são oferecidos 2 jogos gratuitos por mês para cada uma das plataformas PlayStation ainda ativas no mercado (PS3, PSVita e PS4). E este último item tem sido o foco das reclamações de sua base de clientes brasileira.

Em muitos sites de notícias, blogs, canais de YouTube e grupos no Facebook, a última e primeira semana de cada mês é sempre marcada pelas críticas ao line-up de jogos gratuitos oferecidos pela PS Plus e inflamados discursos sobre como a Xbox Live Gold, serviço similar da plataforma concorrente (o XBox One da Microsoft), oferece melhores jogos e comparações do tipo “vou trocar de console”, “vamos sabotar a Plus não pagando por X meses” e outras opiniões do tipo.

PS Plus é uma droga

Clássicos do Facebook que se repetem toda primeira e última semana de cada mês, quando são anunciados os jogos gratuitos oferecidos pela PS Plus

Comparação PS Plus versus Xbox Live Gold

Os dois serviços tem anuidades com preços similares (PS Plus = R$129,99 e Xbox Live Gold = R$149) e oferecem praticamente as mesmas funcionalidades digitais (multiplayer online, armazenamento em nuvem, etc.), no entanto, a reclamação do consumidor brasileiro é que, enquanto a Microsoft oferece jogos AAA entre suas ofertas gratuitas, além de um acervo de jogos retrocompatíveis do Xbox 360 (console da geração anterior e principal concorrente do PS3), enquanto a Sony oferece apenas jogos indies de pouco apelo comercial.

PlayStation Plus or Xbox Live Gold